Violência no namoro e violência doméstica, assuntos sérios abordados na escola

A violência no namoro e a violência doméstica são formas agressivas de relacionamento que se têm generalizado nas sociedades atuais ou, pelo menos têm-se tornado mais visíveis. Os meios de comunicação social divulgam, com alguma regularidade, casos de violência que se sucedem e que culminam, muitas vezes, em crimes hediondos; crimes que envolvem casais, filhos, pais, idosos… e outros que se generalizam na escola entre colegas, alunos e professores ou nas comunidades em que as pessoas vivem, atingindo vizinhos e familiares mais ou menos próximos.

A violência no namoro pode assumir formas tão subtis que não se tornam perceptíveis quando não devidamente questionadas. O controle de hábitos, de gostos, de amizades; a desconfiança, a proibição, o desrespeito pela individualidade, pelo espaço e pela liberdade de cada um (confundidos muitas vezes com “ciúmes naturais”); o egoísmo e egocentrismo; a subestimação ou desconsideração pelo outro podem ser sinais de atitudes futuras de agressividade, de provocações, de violência psicológica, emocional e física, que muitas vezes são caladas, por medo, provocando sofrimentos atrozes, até desfechos, muitas vezes fatais.Este é, por isso, um tema que urge abordar, debater, desmistificar. É fundamental refletir e desmontar ideias e comportamentos deturpados e reconstruir ideias saudáveis de relacionamentos, de namoro, de amor… 
Foi com esta preocupação e com a convicção de que é fundamental enfrentar o problema que, na semana de 25 a 29 de novembro, se desenvolveram, na nossa escola, um conjunto de atividades que tinham por objetivo despertar os alunos para esta problemática.As atividades integraram um conjunto de iniciativas como a marcha contra a violência no namoro dinamizada pela CooLabora,  reflexões e debates  dinamizados pelo projeto Parlamento dos Jovens e nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento (3º ciclo e secundário), atividades de Multimédia – edição e divulgação de covers produzidos pelos alunos e  atividades desenvolvidas pela Associação de Estudantes nos espaços da escola  e no Centro Pedagógico e Interpretativo. A exposição no CPI   integrou:

– representação de cenários de agressões, representações simbólicas da violência, do medo e da rejeição;

– filmes e documentários

– cartazes e faixas

Foi uma semana muito participada que terá, com certeza efeitos muito significativos e que contribuirá para uma reflexão e mudança nas conceções e na forma de encarar as relações.

Lídia Mineiro
Professora de História